NIS



Acrônimo de Network Information Service, NIS é um serviço desenvolvido pela Sun Microsystems para distribuição de informações por uma rede. Facilita a administração do ambiente Linux/Unix, pelo fato de manter uma base de dados centralizada na rede, o que torna a manutenção e consistências mais fáceis.
A base de dados NIS é criada a partir de tabelas (plain text database), tal como /etc/passwd, /etc/shadow e /etc/group. O NIS também pode ser utilizado para outras tarefas mais especializadas (como para /etc/hosts ou /etc/services).
NIS
Um dos principais objetivos em uma rede local é fornecer para os indivíduos que utilizam um ambiente que torne a rede transparente. Um importante passo é manter dados importantes, como informações de todas as contas de indivíduos que utilizam na rede sincronizadas em todas as máquinas, pois isto permite ao indivíduo que utiliza mover-se de uma máquina para outra sem o inconveniente de ter que se lembrar de diferentes senhas, ou copiar dados de uma máquina para outra.
Esse é o principal objetivo do serviço NIS (Network Information Service ou Serviço de Informação de Rede). A informação administrativa que é armazenada no servidor não precisa ser duplicada, e assim é possível medir a consistência dos dados, aumentar a flexibilidade para os indivíduos que utilizam e também tornar a vida do administrador do sistema muito mais fácil através da manutenção de uma única cópia da informação requerida.
Sendo este o seu principal propósito, o servidor deve conter uma quantidade considerável de informações disponíveis na rede local, sendo que estas poderão ser:
*      nomes de indivíduo que utiliza e senhas;
*      informações de indivíduos que utilizam como nome completo, endereço, shell utilizado e diretório
home, entre outras (informações do arquivo /etc/passwd);
*      informações de um grupo (arquivo /etc/group).
Se, por exemplo, uma entrada contendo uma senha é gravada em uma base de dados NIS, o indivíduo que utiliza será capaz de acessar qualquer máquina da rede que contenha os programas-cliente do NIS que estão sendo executados, como se fosse sua própria máquina.
NIS é baseado em RPC (Remote Procedure Call ou Chamada de Procedimento Remoto), e é composto basicamente do servidor, que armazena as informações do cliente, que acessa o servidor, e de várias ferramentas administrativas. Originalmente, NIS era chamado de YP (Yellow Pages ou Páginas Amarelas), que ainda é utilizado para referenciá-lo. Infelizmente, “páginas amarelas” é uma marca registrada da British Telecom™, e portanto a Sun®, desenvolvedora do NIS, descartou este nome. Entretanto, estes nomes são utilizados nos comandos e pacotes utilizados para a configuração do servidor, tais como ypserv e ypbind.
O NIS mantém as informações da base de dados em arquivos chamados mapas, que contêm pares formados por chave-valor. Um exemplo deste par é o nome de indivíduo que utiliza mais a senha de acesso criptografada. Os mapas são armazenados em uma máquina que está executando o NIS, da qual os clientes podem recuperar as informações através de chamadas RPC.
Os mapas são gerados usualmente a partir dos arquivos “mestre”, tais como /etc/hosts ou /etc/passwd. Para alguns arquivos são criados vários tipos de mapas, cada um para um tipo de chave de procura. Por exemplo, um cliente pode buscar o nome de uma certa máquina tanto pelo nome da máquina como pelo seu endereço IP. Em conseqüência, dois mapas são derivados: hosts.byname e hosts.byaddr.
Existem dois tipos de servidores: servidores mestre e escravo. Um servidor mestre é uma máquina exclusiva, com um domínio particular, que mantém os mapas autenticados. O mestre executa o servidor ypupdated, que alerta os servidores escravos, pedindo para que eles atualizem suas cópias dos mapas (todas as outras máquinas no domínio devem obter suas informações do servidor mestre, direta ou indiretamente). Os servidores escravos agem como intermediários entre os clientes e o mestre, mantendo réplicas exatas dos mapas contidos no servidor principal. Todas as mudanças de mapas são feitas no mestre, e portanto, as mudanças se propagam do mestre para os servidores escravos. As máquinas cliente, por sua vez, executam o servidor ypbind, que as torna capazes de executar processos para obterem as informações de um servidor. As máquinas cliente não mantêm os mapas, porém, preferivelmente, consultam os servidores para informações sobre o sistema e conta de indivíduos que utilizam.








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